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Drumond & Oliveira Dias — Advocacia e Consultoria

Acidente e doença do trabalho

Sofreu um acidente de trabalho? Podem existir direitos além do INSS.

Muita gente que se acidenta ou adoece por causa do trabalho recebe o benefício do INSS, acha que o assunto acabou ali e nunca fica sabendo que pode existir uma segunda frente — a indenização cobrada da empresa.

Duas frentes independentes

Um mesmo acidente pode gerar direitos em dois lugares diferentes. As duas frentes se somam: uma não desconta da outra.

Frente 1

Os benefícios do INSS

Quem paga é o INSS.

  • Auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91), enquanto a pessoa está afastada se recuperando
  • Auxílio-acidente (B94), quando fica uma sequela permanente que reduz a capacidade e a pessoa volta a trabalhar
  • Aposentadoria por incapacidade permanente, quando não é mais possível trabalhar
  • Pensão por morte, paga aos dependentes

Não depende de quem teve culpa pelo acidente: basta o acidente ou a doença do trabalho ser reconhecido.

Frente 2

A indenização da empresa

Quem paga é a empresa, e a cobrança é feita na Justiça do Trabalho.

  • Danos morais, pelo sofrimento causado
  • Danos estéticos, quando fica uma marca permanente na aparência — são separados dos danos morais
  • Danos materiais, como os gastos com tratamento
  • Pensão mensal, pela redução da capacidade de trabalho

Em regra, depende de ficar demonstrada a responsabilidade da empresa — por exemplo, falta de equipamento de proteção ou de treinamento.

O que costuma destravar o caso: a CAT e o nexo

A CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) é o documento que registra oficialmente o que aconteceu. O nexo é a ligação entre a lesão ou a doença e o trabalho.

Com esse reconhecimento, o benefício do INSS sai como acidentário (B91) — o que, em regra, mantém o FGTS durante o afastamento e abre a estabilidade na volta. Sem ele, o benefício costuma sair como comum (B31), e essas vantagens não aparecem.

A empresa não ter emitido a CAT não encerra o assunto: existem outros caminhos para demonstrar o nexo, e é parte do que o advogado avalia.

Um exemplo para entender

Um trabalhador tem a mão prensada numa máquina sem proteção. Do lado do INSS, podem existir o benefício durante o tratamento, o FGTS no período, o auxílio-acidente pela sequela e a estabilidade na volta. Do lado da empresa, porque a máquina estava sem proteção, podem existir danos morais, danos estéticos e pensão mensal.

Um acidente só, vários direitos, em dois lugares diferentes. Cada caso depende do que a documentação mostrar.

Quando vale conversar com um advogado

Se você responde sim a alguma destas perguntas, vale uma análise:

  • Recebeu benefício do INSS e nunca chegou a procurar a empresa?
  • Foi dispensado durante o afastamento ou logo depois de voltar?
  • Ficou alguma sequela ou limitação depois do acidente ou da doença?
  • A empresa deixou de emitir a CAT?
  • O benefício saiu como comum (B31), e não como acidentário (B91)?

O prazo pesa. Em regra, dá para cobrar os direitos dos últimos cinco anos, e há até dois anos depois da saída da empresa para entrar com a ação. Existem exceções e contagens específicas, que só o advogado consegue avaliar no seu caso — mas quanto antes, melhor.

O que levar para a conversa

Não precisa organizar nada nem ter tudo em mãos. Se tiver, ajuda:

  • Carteira de trabalho e contracheques
  • CAT, se a empresa emitiu
  • Atestados, exames e laudos médicos
  • Cartas e comunicados do INSS
  • PPP, quando houver exposição a agentes nocivos

Perguntas frequentes

Já recebi do INSS. Ainda pode existir algum direito?

O benefício do INSS e uma eventual indenização da empresa são coisas independentes: receber um não elimina o outro. É uma das dúvidas mais comuns, e vale a análise da documentação.

Preciso ir até o escritório?

O escritório fica em Betim e também atende a distância, quando for mais prático para você. Dá para começar pelo WhatsApp.

Não tenho os documentos. E agora?

Muita coisa pode ser levantada depois. Na conversa inicial, o advogado orienta o que buscar e onde.

Quanto tempo demora?

Depende do caso e da Justiça. Depois de ver a documentação, o advogado consegue dar uma noção mais realista — antes disso, qualquer prazo seria chute.

Conte o que aconteceu

A primeira conversa serve para entender o caso e dizer, com honestidade, o que é possível fazer. Cada caso é único e precisa de análise individual.